Complicações

A enteroscopia é um procedimento seguro, e as complicações graves são raras. Os riscos variam de acordo com o doente em causa (nomeadamente com a indicação para o exame e a existência de co-morbilidades), estando sobretudo relacionadas com eventuais procedimentos adicionais que seja necessário efetuar (por exemplo, biopsias, remoção de pólipos, terapêutica hemostática, etc.). 

No entanto, com alguma frequência, os doentes podem apresentar as seguintes queixas:

  • Dor de garganta (quando o exame é efetuado pela boca)
  • Distensão abdominal - durante o exame tem de ser insuflado ar no intestino o que pode condicionar cólicas ou uma sensação de pressão intestinal
  • Náuseas
  • Pequenas hemorragias autolimitadas 

Estas queixas são habitualmente ligeiras e resolvem espontaneamente cerca de 24 horas após o procedimento. 

Entre as complicações mais graves que podem ocorrer destacam-se as seguintes: 

  • Perfuração intestinal
  • Hemorragia grave
  • Pancreatite Aguda

Geralmente estas complicações são resolvidas com técnicas endoscópicas ou terapêutica médica conservadora, mas, em último recurso, poderá ser necessário realizar uma cirurgia de urgência. 

Existem também riscos associados à sedação endovenosa ou à anestesia.

Como em todos os atos médicos interventivos há um risco de mortalidade, embora muito reduzido (menos de 0.1%).

Se após o exame surgirem queixas de dores torácicas ou abdominais intensas, perdas de sangue significativas, febre, vómitos ou dificuldade respiratória, o doente deve dirigir-se ao Serviço de Urgência mais próximo.