Complicações

A endoscopia é um procedimento seguro. No entanto, apresenta um pequeno risco de complicações. As complicações raras que podem ocorrer incluem:

  • Reações adversas à sedação endovenosa (complicações cardiopulmonares)
  • Hemorragia: o risco de hemorragia aumenta quando são efetuados procedimentos diagnósticos ou terapêuticos, como a colheita de biopsias, a excisão de pólipos ou a dilatação esofágica.
  • Laceração e perfuração do tubo digestivo superior: embora rara, a laceração pode ocorrer em qualquer parte do tubo digestivo, sendo mais frequente a nível esofágico, podendo necessitar de internamento. A perfuração é uma complicação rara e está geralmente associada a procedimentos adicionais como a dilatação esofágica ou a resseção de pólipos de grandes dimensões. 
  • Infeção: a maioria das endoscopias são diagnósticas, com ou sem realização de biopsias, o que implica um baixo risco de infeção. O risco aumenta quando são efetuados procedimentos adicionais. Os casos de infeção são habitualmente facilmente tratados com antibióticos. Em algumas situações, que impliquem alto risco de infeção, os antibióticos podem ser prescritos antes do procedimento.

Como em todos os atos médicos interventivos há um risco de mortalidade, embora muito reduzido (menos de 0,1%).

Após uma endoscopia, o doente deverá estar atento a alguns sinais que podem indicar o desenvolvimento de uma complicação, nomeadamente: febre, dor torácica, dificuldade respiratória, fezes negras, dor abdominal severa e persistente, vómitos e dificuldade em deglutir. Nestas circunstâncias o doente deverá ser novamente observado por um médico.