Carcinoma Colorretal

O carcinoma/cancro colorretal, também conhecido como cancro do cólon ou cancro do intestino grosso, é uma das neoplasias mais comuns a nível mundial, predominantemente nos países desenvolvidos. Trata-se de um crescimento celular descontrolado, que pode ocorrer em qualquer área deste segmento do tubo digestivo. Os principais sinais e sintomas são a anemia, perdas de sangue a nível gastrointestinal, as alterações do trânsito intestinal e o emagrecimento. Em casos avançados a lesão pode obstruir completamente o intestino grosso e originar distensão e dor abdominal intensas.

A maioria dos cancros colorretais estão associados a fatores dietéticos/ambientais e à idade avançada e, só uma pequena percentagem, está associada a fatores genéticos. Geralmente inicia-se no revestimento interno do intestino, quase sempre a partir de pólipos, e depois invade progressivamente as restantes camadas da parede intestinal, as estruturas vizinhas e dissemina-se para órgãos à distância (metástases). O diagnóstico é realizado por recurso a colonoscopia com biopsia. É também imperativo realizar um estadiamento, geralmente por métodos imagiológicos, que permite estabelecer a estratégia de tratamento. Este pode passar por uma intervenção cirúrgica, sendo ou não precedida de radioterapia e/ou quimioterapia. Estas metodologias terapêuticas também podem ter lugar após a cirurgia. Em casos mais avançados pode não haver indicação cirúrgica. Estes doentes são referenciados para quimioterapia ou apenas medidas de conforto.

Um aspeto muito importante do carcinoma colorretal é que a realização periódica de rastreio permite a sua deteção precoce e, quiçá, a identificação e eliminação das lesões precursoras (pólipos). Uma das principais metodologias de rastreio na população em geral consiste na realização de colonoscopia em intervalos regulares, a partir dos 50 anos de idade.

Para mais informações consulte a Campanha Colorretal.