Colite Ulcerosa

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O que é? 

A colite ulcerosa é uma doença inflamatória crónica do intestino (tal como a doença de Crohn), que afeta a camada que reveste internamente o intestino grosso ou cólon.

Esta camada, chamada mucosa, fica inflamada e apresenta pequenas feridas na superfície que podem sangrar. A mucosa inflamada produz ainda uma quantidade excessiva de lubrificante intestinal, que pode conter pus e sangue.

O colite ulcerosa pode afetar uma extensão variável de intestino grosso (desde apenas alguns centímetros do reto até à totalidade do cólon). 

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Qual a sua causa e fatores de risco?

Ainda não se sabe o que causa a colite ulcerosa. 

A hipótese que se considera mais provável é a de que exista um determinado fator como um vírus ou uma bactéria, que provoquem uma resposta imunológica do organismo. Esta resposta imunológica irá, posteriormente, provocar inflamação do intestino, mesmo quando o agente causador já não está presente. Para além disso, fatores hereditários ainda não conhecidos podem contribuir para um aumento do risco de desenvolvimento da doença. 

Estão identificados os seguintes fatores de risco:

  1. A idade: esta doença desenvolve-se geralmente antes dos 30 anos. Estão, contudo, casos descritos em qualquer idade;
  2. A história familiar: existe um aumento do risco de desenvolvimento da colite ulcerosa em familiares de indivíduos com a doença.

Antigamente pensava-se que os hábitos alimentares, o stress e factores emocionais podiam ser responsáveis pelo aparecimento da colite ulcerosa. Essa hipótese não se confirmou. O stress pode, contudo, agravar os sintomas da doença.

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Quais os sintomas?

Os sintomas da colite ulcerosa podem variar de acordo com a gravidade e com a quantidade de cólon afetado. Os sintomas mais frequentes são a diarreia com sangue, a dor abdominal do tipo cólica e o desejo urgente de evacuar. Nos casos mais graves pode ocorrer, ainda, cansaço, perda de peso e febre.

Esta doença tem um curso variável, existindo períodos em que está ativa e outros em que não condiciona qualquer sintoma (períodos chamados de remissão).

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Existem complicações?

Embora na maioria dos casos as exacerbações da colite ulcerosa sejam pouco graves e respondam bem ao tratamento, podem surgir situações potencialmente graves e inclusivé fatais.

Incluem-se entre as complicações da colite ulcerosa:

  1. A hemorragia grave;
  2. A perfuração intestinal;
  3. A dilatação repentina do cólon (chamado megacolon tóxico);
  4. A osteoporose;
  5. A litíase (pedras) renal;
  6. Doenças da pele e articulações;
  7. O aumento do risco de cancro do cólon. 

O risco de cancro do cólon é maior em indivíduos com envolvimento de todo o cólon e com mais de 10 anos de evolução da doença. A vigilância regular do cólon com colonoscopia está recomendada neste grupo de doentes.

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Como se diagnostica?

Para confirmar o diagnóstico é necessário observar internamente o cólon por colonoscopia e colher um pedaço de mucosa (biopsia) para análise microscópica.

Caso exista suspeita desta doença o seu médico ir-lhe-á, ainda, solicitar análises ao sangue e às fezes.  

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Como se trata?

De momento não existe um medicamento que cure a colite ulcerosa. Existem, contudo, vários tratamentos que permitem melhorar as queixas da colite ulcerosa e, inclusivé, induzir a remissão por um longo período de tempo.

O tratamento adequado depende da gravidade e extensão da doença, resposta aos tratamentos já efetuados, número e gravidade de agudizações anteriores e tempo de remissão.

Doentes com crises agudas graves, ou muito frequentes ou com lesões do cólon com elevado risco de malignização podem necessitar de uma intervenção cirúrgica.

O tratamento deve sempre ser prescrito por um médico especialista.

A maioria dos doentes com colite ulcerosa devem fazer uma alimentação normal e sem restrições alimentares, com a excepção dos períodos em que têm diarreia, nos quais deve ser efetuada uma dieta pobre em fibras e que não contenha lactose.