Pólipos cólicos

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O que são?

Os pólipos do cólon são agregados de células que se formam na camada de revestimento interno do intestino grosso (Figura 1).

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Qual a sua causa e fatores de risco?

A maioria dos pólipos não é maligna. Contudo, como a maioria dos cancros, os pólipos são resultantes do crescimento celular anormal, provocado por alterações nos genes que controlam o crescimento e divisão das células. Ao longo dos anos alguns destes pólipos podem-se tornar malignos.

Qualquer pessoa pode desenvolver pólipos do cólon. Contudo, as pessoas com mais de 50 anos, com uma história pessoal ou familiar de pólipos ou de cancro do cólon, obesos e fumadores têm um risco aumentado de desenvolvimento desta entidade.

Figura 1 - Pólipo do cólon

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Quais os sintomas?

Habitualmente os pólipos do cólon não provocam qualquer sintoma. 

Esse é o motivo pelo qual os especialistas recomendam o rastreio e vigilância regular do intestino.

Por vezes, contudo, podem surgir sintomas como a hemorragia retal ou a presença de sangue misturados nas fezes. Pólipos de maiores dimensões podem, ainda, provocar obstrução do intestino e condicionar prisão de ventre ou cólicas abdominais.

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Existem complicações?

Embora a maioria dos pólipos sejam inofensivos, alguns deles podem-se desenvolver ao longo dos anos e originar cancro do cólon. 

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Como se diagnosticam? 

Os pólipos do cólon podem ser detetados através de exames endoscópicos (sigmoidoscopia ou colonoscopia) ou exames radiológicos (em especial por colonografia por tomografia computorizada).

Deve ser submetidos a rastreio para pesquisa de pólipos dos intestinos se:

  1. Tiver mais de 50 anos;
  2. Tiver fatores de risco para pólipos do intestino, em especial uma história familiar de cancro do cólon - nesse caso o inicio da vigilância deve ser individualizado e, em alguns casos, a vigilância regular deve ser iniciada muito antes dos 50 anos. 

A vigilância permite o diagnóstico numa fase precoce da doença e ajuda a prevenir o aparecimento do cancro do cólon, que é uma doença frequente e que pode ser fatal se diagnosticada tardiamente.

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Como se tratam?

A maioria dos pólipos pode ser removida, de uma forma completa e segura, durante uma colonoscopia, através de uma técnica chamada polipectomia.

Esta técnica consiste em laçar o pólipo com uma ansa metálica e depois retirá-lo com auxílio de corrente eléctrica que corta e simultaneamente coagula os pequenos vasos, de forma a evitar hemorragia (Figuras 2 a 4).

Pólipos de maiores dimensões ou com formas especiais podem necessitar de outras técnicas durante a realização de colonosopia.

Os pólipos que são demasiado grandes ou que estão localizados em sítios difíceis de abordar durante a colonoscopia são tratados com recurso a cirurgia.

Figuras 2 a 4 - Polipectomia - O pólipo é laçado com uma ansa metálica e depois retirado com o auxílio de corrente eléctrica que corta e simultaneamente coagula os pequenos vasos, ficando uma pequena cicatriz.

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