Quem está em risco?

Antes de mais, precisa de saber que o seu risco pode não ser igual ao risco do seu vizinho ou do seu amigo.

Ser homem ou mulher é indiferente porque o risco é quase semelhante em ambos os sexos, mas se tiver mais de 50 anos o risco aumenta e atinge o máximo entre os 60 e 70 anos.

Para além da idade, existem outros factores que influenciam o risco, principalmente se tiver familiares de 1º grau (pais, irmãos ou filhos) com cancro ou com adenomas do intestino. O facto de ter tido adenomas ou cancro do intestino ou ter doença inflamatória crónica do intestino determina, também, um risco mais elevado. Se pertence a qualquer destas situações de risco deve seguir as decisões propostas em consulta de gastrenterologia, mas teremos mais tarde, algumas palavras dirigidas para si, em particular. No entanto, não podemos deixar de lhe dizer que cerca de 70% de todos os tumores do cólon e reto, portanto a grande maioria, não têm por base nenhuma destas situações.

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Já tirou pólipos do intestino?

Antes de mais, terá de saber que existem vários tipos de pólipos. Mas apenas os adenomas importam. No entanto, todos os pólipos têm de ser removidos, pois só após a sua análise é que sabemos se são ou não adenomas.

Mas nem todos os adenomas são importantes. Quer dizer, após serem removidos, nem todos exigem vigilância especial. Mas vigilância porquê? Porque os indivíduos com história passada de adenomas do intestino apresentam um risco de terem de novo, ao longo da sua vida, mais adenomas no intestino. No entanto, apenas alguns adenomas, com características particulares e que correspondem a 5 a 7% de todos os adenomas, transmitem esse risco. A vigilância é importante, mas devem evitar-se procedimentos desnecessários. O gastroenterologista é o único médico que o pode aconselhar em relação à periodicidade com que deve realizar a vigilância e a colonoscopia é o único exame que deverá ser utilizado.

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Já foi operado a um cancro do cólon e reto?

Então, sabe melhor do que ninguém a importância que o seu médico assistente atribui à vigilância e a regularidade com que é submetido a uma colonoscopia. Mais uma vez, este é o único exame que permite o diagnóstico de tumores numa fase inicial ou dos adenomas que podem aparecer no seu intestino após o tratamento de um tumor anterior.

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Tem uma doença inflamatória crónica do intestino?

Só existem duas doenças inflamatórias crónicas do intestino associadas a risco de carcinoma do cólon e reto. A Colite Ulcerosa e a doença de Crohn. No entanto, o risco de se transformarem em cancro é muito limitado. Na realidade, estão na origem apenas de 1% de todos os cancros do cólon e reto. E quem tem esta doença sabe que tem de ser seguido em consulta de gastrenterologia e que periodicamente é submetido a colonoscopia.

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Tem, ou teve, familiares com adenomas ou cancro do cólon e reto?

Antes de mais, tem de saber que, neste caso, o seu risco de vir a ter cancro do intestino é muito variável. Na realidade, depende de algumas características do tumor e do adenoma que tinha o seu familiar, do número de familiares envolvidos, da idade dos familiares quando foi feito o diagnóstico, mas, acima de tudo, do grau de parentesco. Sendo o risco tão variável, as estratégias a adoptar são também várias. Tem de seguir o conselho do seu médico porque em determinadas situações o risco é tão elevado que deve ser referenciado a uma consulta de risco familiar ou, na sua ausência, a uma consulta de gastrenterologia e, nestes casos, a colonoscopia é de novo o único exame que deve ser utilizado.

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